terça-feira, 7 de maio de 2013



Uso de aplicativos no celular como forma de ensino

 Na sala de aula, aplicativos para celulares, tablets e computadores são boas ferramentas pedagógicas e ajudam a desenvolver a autonomia dos alunos, afirmam especialistas em educação. Os aplicativos --programas que auxiliam o usuário em determinada tarefa-- já fazem parte da cultura do jovem e a escola não pode trabalhar numa realidade desconectada daquela que o aluno vivencia.


           O aplicativo MathBoard é ótimo para exercícios matemáticos de diversos níveis. Você pode customizá-lo conforme seus objetivos e necessidades.
           O aplicativo Stack the Countries é ótimo para a disciplina de geografia. Com ele os alunos aprendem a identificar os países, seus continentes, capital, bandeiras, curiosidades e localização geográfica de maneira dinâmica e envolvente.

           Disponível online e em forma de aplicativo, o Khan Academy é uma das iniciativas de maior destaque na educação on line. Nele é possível conferir aulas das mais diversas matérias e áreas do conhecimento.

           O aplicativo TED faz parte dos serviços gratuitos oferecidos pelas organizações TED. Nele você pode conferir palestras e aulas educacionais, inspirativas e motivacionais tanto para você quanto para os alunos.

           Ótimo para estudantes em fase de alfabetização o aplicativo Letterschool ajuda-os a se familiarizar com letras e números.

Entrevista com Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, coordenadora
e docente do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo,
da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ao site
educarparacrescer.abril.com.br




SITE: O uso das novas tecnologias facilita o interesse do aluno pelos conteúdos?
Beth Almeida: Sim, pois estamos falando de diferentes tecnologias digitais, portanto
de novas linguagens, que fazem parte do cotidiano dos alunos e das escolas. Esses
estudantes já chegam com o pensamento estruturado pela forma de representação
propiciada pelas novas tecnologias. Portanto, utilizá-las é se aproximar das gerações
que hoje estão nos bancos das escolas.
SITE: Os celulares já são amplamente acessíveis e oferecem muitas possibilidades
didáticas, mas a maioria das escolas prefere proibi-los. Não é uma atitude
retrógrada?
Beth Almeida: Vetar o uso não adianta nada porque o aluno vai levar e utilizar
ali, embaixo da carteira. É preciso criar estratégias para que os celulares sejam
incorporados, pois oferecem vários recursos e não custam nada à escola. A proibição
só incentiva o uso escondido e a desatenção na dinâmica da aula. Geralmente os
estudantes, inclusive de escolas públicas, têm celular e o levam a todos os lugares. Ele
é o instrumento mais usado pela população brasileira. Basta olhar as estatísticas. O
que o webcurrículo prevê é o uso integrado da tecnologia. Os alunos, com seu celular,
podem fazer o registro daquilo que encontram numa pesquisa de campo. Podem
trabalhar textos e fotos e preparar pequenos documentários em vídeo. Isso precisa
estar integrado ao conteúdo.
SITE: Temos bons exemplos de currículos que já incorporaram a tecnologia?
Beth Almeida: Já temos várias iniciativas importantes no país, mas é preciso ter em
mente que os resultados, em Educação, não vêm em um curto prazo. Os currículos
estão se alterando hoje e a diferença será sentida daqui a algum tempo. Mas a hora da
mudança é agora.

SITE: O que é preciso para que as novas tecnologias sejam integradas ao
currículo?
Beth Almeida: O currículo da sala de aula não é apenas o prescrito. Ele se desenvolve
do que emerge das experiências de alunos e professores, do diálogo entre eles.
Nesse sentido, o uso das TICs pode auxiliar muito porque, quando é desenvolvido
um currículo mediatizado, é feito o registro dos processos e com essa base é possível
identificar qual foi o avanço do aluno, quais as suas dificuldades e como intervir para
ajudá-lo. Isso é pouco aproveitado ainda.
SITE: É possível para a escola acompanhar o ritmo de avanço das tecnologias?
Beth Almeida: Não é necessário que isso ocorra. O importante é que o professor
tenha oportunidade de reconhecer as potencialidades pedagógicas das TICs e aí
assim incorporá-las à sua prática. Nem todas as tecnologias que surgirem terão
potencial. Outras inicialmente podem não ter, mas depois o quadro muda. Primeiro,
é preciso utilizar para si próprio para depois pensar sobre a prática pedagógica e as contribuições que as TICs podem trazer aos processos de aprendizagem. Daí a importância dos programas de formação.
SITE: O ensino a distância é uma tendência ou apenas uma alternativa?
Beth Almeida: A Educação a distância não significa outra Educação. Educação
a distância é Educação mediatizada por tecnologia. Quanto será presencial ou a
distância, são as situações que vão dizer. Essa oposição entre uma e outra vai se
perder. É possível ter Educação de qualidade a distância e sem qualidade na forma
presencial, ou vice-versa. Não é a modalidade que garante a qualidade.
Beth Almeida faz uma ressalva: a tecnologia não é um enfeite e o professor
precisa compreender em quais situações ela efetivamente ajuda no aprendizado dos
alunos. "Sempre pergunto aos que usam a tecnologia em alguma atividade: qual foi
a contribuição? O que não poderia ser feito sem a tecnologia? Se ele não consegue
identificar claramente, significa que não houve um ganho efetivo", explica.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Os Jogos Educativos no ambiente escolar


Os jogos educativos, computacionais ou não, se bem utilizados pelo professor, são meios lúdicos e muito eficazes à aprendizagem dos alunos. Vendo os jogos computacionais como ferramentas para o desenvolvimento de habilidades diversas - desde a coordenação motora à aquisição de conteúdos - dentro da escola, o processo ensino-aprendizagem torna-se prazeroso e diferenciado. Nesse contexto, Orso (1999, p. 7) acredita que “a acriança precisa ser alguém que joga para que, mais tarde, saiba ser alguém que age, convivendo sadiamente com as regras do jogo da vida. Saber ganhar e perder deveria acompanhar a todos sempre”. E o ambiente escolar deve ser um dos locais mais importantes, se não o mais importante, para os alunos acostumarem-se às regras e adquirirem os conteúdos sistematizados de maneira lúdica e inovadora.
Foi nesse intuito que o blog do grupo TecPar, formado por alunos do curso de Pedagogia do consórcio Cederj, foi criado. Entendemos que as mais diversas e eficazes ferramentas disponíveis para o processo ensino-aprendizagem devem ser utilizadas no ambiente escolar, o que inclui o uso das novas tecnologias, dos jogos educativos no computador ou não, englobando alunos das classes regulares e da Educação Especial.